Devo registrar a marca do evento de Lançamento ou só do Curso?
Semana do Inglês, Desafio 21 Dias, Imersão... O nome do seu evento gratuito precisa de registro no INPI? A pinc. analisa o risco.
Você definiu a estratégia do seu próximo 6 em 7. O produto principal se chama “Método Alpha”. Mas, para vender esse produto, você vai fazer um evento gratuito de 3 aulas chamado “Semana da Virada Digital”.
Você corre para registrar o “Método Alpha” no INPI. Certo. Mas e a “Semana da Virada Digital”? Ela fica desprotegida?
Neste artigo, a pinc. explica a estratégia de proteção para eventos de lançamento e quando vale a pena investir na blindagem do “nome do evento”.
O Evento é um Produto?
Para o INPI, sim. Se o seu evento tem nome, logo e atrai público (mesmo que gratuito), ele é uma marca de serviço.
Grandes players do mercado protegem seus eventos com o mesmo rigor dos seus cursos.
- Exemplo: O “Fire Festival” (Hotmart) é uma marca registrada. A “Imersão 8Ps” (Conrado Adolpho) também.
Se você investe milhões em tráfego para captar leads para a “Semana X”, esse nome passa a ter valor comercial. Se um concorrente criar a “Semana X 2.0”, ele pode desviar sua audiência e confundir seus leads.
Quando Registrar o Evento?
Nem todo evento merece registro. A regra de bolso é a Perenidade.
1. Eventos Recorrentes (Registrar!)
Se você vai repetir esse lançamento várias vezes ao ano (ex: “Jornada da Liberdade Financeira”), esse nome vai ganhar autoridade acumulada. É um ativo.
- Risco: Se alguém registrar antes, você perde todo o histórico de SEO e branding construído nas edições anteriores.
2. Eventos Pontuais/Únicos (Avaliar)
Se é um nome que você vai usar uma única vez (“Lançamento de Aniversário 2025”) e nunca mais, talvez o custo do registro não compense o ROI, já que a marca terá vida curta.
3. Nomes Genéricos (Não Registrável)
Cuidado com nomes descritivos.
- “Semana do Marketing Digital”: Irregistrável (termo comum).
- “Semana do Marketing Selvagem”: Registrável (tem termo distintivo).
Entenda mais sobre nomes fracos em: Por que você não consegue registrar nomes genéricos.

A Classe 41: Eventos vs. Cursos
A boa notícia é que, muitas vezes, você pode proteger o Curso e o Evento na mesma classe (41 - Educação e Entretenimento), economizando taxas se fizer parte do mesmo processo (caso o nome seja o mesmo).
Mas se os nomes forem diferentes (“Evento A” vende “Curso B”), são dois processos distintos, duas taxas.
O Perigo do “Hijacking” de Lançamento
Imagine que você está captando leads. Um concorrente mal intencionado vê seus anúncios, percebe que o nome do evento não tem dono, registra a marca e derruba sua conta de anúncios no meio da CPL (Semana de Lançamento).
Isso é o Hijacking (sequestro) de lançamento. É uma tática de guerrilha suja, mas juridicamente possível se você não tiver o protocolo no INPI.
Conclusão: Priorize o Ativo Principal
Se o orçamento estiver curto:
- Prioridade 1: Registre o Nome do Curso (Produto final). É ele que vai estar no certificado do aluno.
- Prioridade 2: Registre o Nome do Evento (Aquisição). Principalmente se ele for se tornar uma franquia ou um evento presencial pago no futuro.
Na dúvida, faça a Busca de Anterioridade para ambos. Às vezes, descobrir que o nome do evento já está bloqueado te salva de gastar verba de tráfego em uma marca morta.
A pinc. ajuda estrategistas e experts a definirem a matriz de risco de cada lançamento.
Perguntas Frequentes
O evento gratuito pode ser considerado uma marca de serviço segundo o INPI?
Quando vale a pena registrar o nome de um evento?
O que é o 'Hijacking' de lançamento?
Pri da pinc.
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